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Recomeço do ano

O primeiro foguete que foi disparado rompeu o ar e criou um som tão alto, intenso e forte que o senti golpear o meu corpo, como se fosse o meu próprio coração, numa batida mais forte e violenta.
À minha volta senti o mesmo impacto que o meu corpo sentira. Ofegos de surpresa.

O início do fim começou. Estava na rua com milhares de pessoas para participar na festa mais simbólica que todos celebramos. O final do ano, o que é: não mais nem menos uma contagem de tempo. Todos os anos celebramos que o ano termina, que estávamos fartos, enfadados, mal resolvidos com o que o ano não trouxe, mal agradecidos porque as resoluções do ano passado não se tornaram acontecimentos. O que é curioso porque regra geral nos queixamos que estamos velhos, que o tempo passa rápido, que este é arisco e que nos perdemos no dia-a-dia. Contudo no 31 de Dezembro vestimos as nossas melhores roupas, enchemo-nos de sonhos, novas ansiedades e queremos correr até ao novo ano.

O ano passou e escolhi no 31 não me encher de sonhos, de fantasias sobre o novo ano. Admito que anotei duas coisas que digo consistentemente que quero fazer, mas não são sonhos, não são resoluções de quem quer perder peso ou procurar algo novo. São resoluções de quem quer viver uma vida mais consciente mais presente.

O que sonharam para 2019?

Fotografia de Dawid Zawiła no Unsplash

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