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Vida de Tigela

O tempo sozinha nestes últimos meses tem sido maior e mais intenso que antes. Após ouvir os Minimalistas procurei cortar custos. Sendo que ainda não está a resultar ( estou falida e o mês ainda não terminou ).
Tenho me deixado levar por coisas bonitas, mas necessárias que precisarei para a casa do futuro. O objetivo será ainda esta ano sair da casa do meu irmão e conseguir viver forte e independente numa casa que chamarei lar.

Contudo nestes últimos meses, estando sozinha apercebo-me que não é preciso muito para viver. Nos dias em que como hoje chego cedo a casa, há tempo para limpar e fazer os recados costumeiros do fim do dia, há tempo para dobrar a roupa, lavar loiça e até me sentar no balcão da cozinha a escrever, enquanto os únicos sons que oiço provêm de carros lá fora e da gata, que a pouco mais de um metro de mim, aproveita também estas horas para tratar da sua higiene.

Tem sido uma vida de tigela. Chego a casa e coloco o telemóvel numa tigela limpa que encontro e coloco um podcast a tocar. Inúmeras vezes penso e se eu comprasse uma coluna? Depois, numa conversa já rotineira pergunto-me: preciso mesmo de uma coluna? A tigela incomoda-me assim tanto. … É assim tão chato carregar o pequeno peso até ao quarto comigo e depois novamente até à cozinha? Não é esse o mesmo esforço que teria com uma coluna? Pior ainda! Que teria de a carregar com bateria ou pilhas ou qualquer coisa que lhe desse vida. E novamente olho para a tigela em que normalmente há comida, salada, ou qualquer outra coisa e fico contente por ter uma tigela.

Não tem sido uma vida feliz, mas tem sido uma vida calma. E em parte estou contente por isso, não é bom ter uma vida calma?

Agradecendo esta semana: o tempo para descansar, estar em família e com os amigos que me visitaram no fim-de-semana e como sempre me deixaram a dormir no sofá.

(fotografia – Pixabay)

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